Brasil tem dia repleto de manifestações; Rio de destaca por multidão

Por Philippe Azevedo

Cerca de cinco mil manifestantes se reuniram no Rio de Janeiro para pedirem tarifa zero e melhorias no transporte público na noite de quinta-feira (27). O ato terminou sem cenas de violência e vandalismo.

Com o início na Candelária, os manifestantes pararam em frente à sede da Federação das Empresas de Transportes (Fetranspor), na Rua da Assembléia, no Centro do Rio, gritando palavras de ordens, porém não sendo atendidos por nenhuma autoridade.

Para o ato, a Polícia Militar disponibilizou cerca de 1.400 mil homens para garantir a segurança da população e dos patrimônios. A divisão aconteceu da seguinte maneira: um grupo de policiais ficou nas escadarias da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e o outro grupo no prédio da Fetronspor.

Apenas dois incidentes foram registrados na manifestação pacífica do início ao fim. Uma bomba caseira teria sido jogada por um manifestante, quando o resto do grupo se concentrava na Cinelândia. Na Avenida Rio Branco, na esquina da Rua Nilo Peçanha, também foi registrado um barulho de bomba, no entanto, não teve correria e tumulto entre os manifestantes.

Vários movimentos estavam presentes no protesto, entre eles, grupos indígenas que moravam no Museu do Índio, no Maracanã, na Zona Norte do Rio, que foram ‘despejados’ em março do imóvel, após uma decisão da justiça que determinou a devolução do patrimônio ao governo do estado. Um anexo ao estádio do Maracanã será construído no local, de acordo com os cronogramas de obras para a Copa do Mundo e Olimpíadas.

Mais cedo, antes do início das manifestações, comerciantes fecharam as portas para evitar prejuízos. Agências bancárias utilizaram tapumes, com medo de vandalismo. Na frente de Alerj, que no último dia 17, foi alvo de quebra-quebra teve o policiamento reforçado. As policiais, durante o protesto, entregavam folhetos pedindo paz aos manifestantes.

Avenidas como Presidente Vargas e Rio Branco, importantes vias, foram interditadas durante a manifestação. De acordo com o Centro de Operações da Prefeitura do Rio, às 21h30 as vias já estavam liberadas.

PELO BRASIL

Não tão diferente do Rio de Janeiro, o movimento ‘Acorda Acaraju’ foi do início ao fim com atos pacíficos. Dezenas de manifestantes começaram o movimento por volta das 16h e terminou às 20h. Vias, como a do Centro da capital de Sergipe, a Praça Fausto Cardoso, onde aconteceu a concentração, Ivo Pradr e e Beira Mar foram interditadas.

As ruas de Florianópolis foram tomadas por estudantes que reivindicavam por redução na tarifa do transporte público ou a tarifa zero. O ato que começou às 17h e teve vias importantes interditadas, teve um final com a invasão de manifestantes no Terminal do Centro de Florianópolis (Ticen).

Em Porto Alegre, a situação foi mais tensa. Pequenos grupos, durante a manifestação, começaram a depredar carros e patrimônios públicos. Houve confronto com a Brigada Militar. A Polícia, logo, revidou com gás lacrimogêneo. Quatro pessoas foram presas, três por danos ao patrimônio. Um deles estava em prisão domiciliar.

As manifestações também aconteceram em diversas cidades de São Paulo. Em Teresina, cerca de 200 pessoas, realizaram o quinto protesto na capital. 

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