Cedae nega obra mal feita em adutora que provocou tragédia no Rio

Philippe Azevedo

O presidente da Cedae (Companhia Estadual de Água e Esgoto), Wagner Victer, disse que a terraplanagem feita em cima da adutora pode ter sido a causa do acidente que matou uma criança na segunda-feira (29) após o rompimento. Ele, porém, disse que vai aguardar o parecer da polícia para confirmar a culpa pela tragédia.

Wagner, no entanto, nega as especulações de que a tragédia tenha sido causada por uma obra mau feita pela Cedae, e disse que houve uma intervenção que causou o acidente, mas que ainda está sendo apurado.

“Não foi problema de obra nossa ou de manutenção, não pode ter construção nem intervenção em cima de uma adutora”, afirmou, admitindo que com a tragédia a Cedae deverá aperfeiçoar os procedimentos da empresa, mas não deu detalhes.

“Todo grande acidente leva ao aprendizado e à modificação de normas”, avaliou.

Victer informou que desde que entrou na Cedae, em 2007, tem trabalhado para aumentar a transparência e eficiência da companhia, que tem capital aberto apesar de não negociar em bolsa.

“Temos um pacote de investimentos de R$ 2 bilhões que está sendo suportado pelo governo do Estado. Nós saneamos o balanço da empresa e temos auditoria externa. A Cedae é benchmark na sua área”, afirmou.

Sobre o segundo acidente, ocorrido hoje em uma adutora em Vicente de Carvalho, Victer explicou que nesse caso a culpa foi de uma obra da Transcarioca e que o acidente “nem se compara ao acidente de terça-feira.

“Nunca havia morrido uma criança, isso é muito triste, eu como pai fico arrasado”, declarou.

Add Comment