Depois de muitos fiascos, SBT acerta na dramaturgia com “Carrossel”

Por Philippe Azevedo

Há algum tempo que o SBT não acertava em suas produções. Foram-se quase quatro novelas seguidas com expectativas altas e resultados bem baixos. A primeira foi “Uma Rosa com Amor”, adaptação de Tiago Santiago, autor que estava no auge pela Record e foi contratado pela emissora, mas a trama não vingou e registrou baixos índices. Logo depois veio “Amor e Revolução”, do mesmo escritor, que viria para mostrar a ditadura militar no Brasil, um fracasso no Ibope. “Corações Feridos”, de Íris Abravanel, foi totalmente gravada, mas só em sua reta final que o folhetim alcançou 9 pontos em São Paulo.

Até que o SBT decidiu fazer uma adaptação de “Carrossel”, novela infantil que fez sucesso no passado e abriu as portas para grandes atores em sua primeira versão. A trama que era vista como mais uma novela do canal se tornou um fenômeno entre as crianças e se consolidou no horário em que o principal telejornal da líder em audiência é exibido. O folhetim conseguiu fazer algo história e marcar, por algumas vezes, cerca de 15 pontos de média contra 22 da Globo.

E dia 15 de julho, o SBT tem mais um desafio pela frente. Manter o grande público infantil para a nova novela, “Chiquititas”, também um grande fenômeno no passado. Como estratégia, o canal colocará os últimos 10 capítulos junto com os primeiros do novo folhetim. A ideia da emissora é continuar investindo no gênero e uma segunda temporada de “Carrossel” pode ser produzida.

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