Diablo 3: Reaper of Souls – Review

Essa matéria e outras se encontram no site da Comunidade Rangers:

linkhome  linkfacebook linktwitter linkyoutube linktwitch

Quando Diablo 3 foi lançado, após uma espera de anos, foi uma grande decepção para a maioria dos fãs. Embora o jogo tivesse vários aspectos melhorados em relação ao seu aclamado antecessor, ficou aquém do que se esperava. Os problemas eram muitos, e um dos principais era a frustrante recompensa que os jogadores tinham ao longo da jornada. Era decepcionante quando você derrotava aquele inimigo extremamente difícil e como prêmio você adquiria uma arma com atributos inúteis para sua classe ou ainda algo que seu personagem nem poderia usar. Tudo isso para fomentar a utilização da Casa de Leilões, que os jogadores em geral detestaram.

Todos esses pontos devem ter acionado a luz de alarme nos escritórios da Blizzard, que passou a ouvir e entender o que os fãs queriam. E disposta a reaver o brilho que o título Diablo possuía, fez a empresa trabalhar em melhorias. A cada dia que se passava uma ou outra modificação era feita, e enquanto alguns jogos ruins continuam ruins (ou pior), Diablo 3 foi evoluindo a cada instante, e ouso a dizer que Reaper of Souls surge como uma evolução completa.

Me permito dizer que Reaper of Souls não é apenas uma DLC, mas praticamente um jogo novo. Além de um novo ato e um novo inimigo, a expansão ainda contém uma nova classe e novos modos de jogo. Em tempos em que os DLCs oferecem tão pouco, a nova DLC de Diablo 3 acrescentou bastante a experiência de jogo e talvez por conta disso eu não considerei caro o valor pago por essa expansão.

Entretanto, essa questão de valor gasto é bem relativa e depende muito do seu objetivo. Se seu objetivo for apenas ver a história por trás do Ato V, talvez não seja um bom investimento. Mas se você quer curtir a experiência dos novos modos de jogo, combater as hordas de monstros na pele de um cruzado e sair a procura de itens lendários, com toda certeza, essa expansão se torna uma compra fácil.

O enredo do Ato V se inicia com Malthael, o Anjo da Morte, roubando a Pedra das Almas, no momento em que Tyrael e os horadrim estão guardando em um local protegido. Para recuperá-la e derrotar Malthael, Tyrael precisa da ajuda do Nephalem. Em sua caçada o herói passa por paisagens diversificadas, como cidades em chamas, pântanos alagados e ruínas. Alguns desses locais até lembram o cenário de Diablo 2.

A história não é nada revolucionária, muito menos tem aquele clímax de te deixar com o queixo caído. Mas verdade seja dita, esse nunca foi o fator principal do jogo original. Contudo, é muito interessante quando você encontra livros perdidos ao longo do caminho, contando parte da lore. Quando você opta por falar com os outros personagens do jogo é recompensado com diálogos bem interessantes sobre eles ou sobre o local onde eles vivem. De qualquer forma, em linhas gerais, seu objetivo é encontrar o vilão da história e derrotá-lo.

Em termos de conteúdo, o Ato V é extremamente rico e diversificado. Difícil dizer com certeza, mas acredito que o Ato V é o maior de todos eles. Todo mundo concordava que o Ato II era extremamente longo e que os demais Atos do jogo eram surpreendentemente curtos. Só que essa extensão se devia principalmente ao design dele, que forçava o jogador a dar voltas em busca de determinado item para abrir um portal. Isso não era algo negativo, mas o fato de que você não era bem recompensado por isso te deixava decepcionado com o resultado.

Vários pontos tornam o Ato V bem diferente dos seus antecessores. Além da diversificação entre os mapas, os eventos aleatórios que ocorrem dentro deles são uma diversão à parte. Difícil não se divertir quando a tela está repleta de inimigos e você não tem pra onde correr. Cada um desses mapas está repleto de pequenas dungeons para vasculhar. E em algumas delas você vai se deparar com histórias assustadoras ou curiosas. E os desafios em cada uma delas? Você pode entrar em uma sala e matar um assassino ou lutar contra três elites em uma câmara com quatro torres de fogos giratórias (sofri bastante pra derrotar esse).

Antes das modificações do sistema de saque, depois que você conseguia vencer um inimigo extremamente difícil, você se deparava com um item raro que tinha tudo para ser poderoso, mas que não servia para nada além de vender no mercador. Agora cada desafio desse pode ser extremamente recompensador. Não apenas porque a chance é maior, mas porque ela é melhor direcionada para o seu personagem. Até os baús que você encontra pelo caminho tem chances de vir algo útil e bom. A ideia da Blizzard com isso é que o próprio jogador seja capaz de evoluir sozinho, sem precisar a utilização da casa de leilão, já que essa foi eliminada. Vale lembrar que essa mudança foi feita no patch 2.0, um mês antes de Reaper of Souls.

Outro grato acréscimo é a nova classe, o Cruzado. Não evoluí ele o bastante, mas o pouco que joguei gostei demais. Me lembrou bastante o Paladino do Diablo 2. Seu atributo principal é Força, assim como o Bárbaro. Os golpes são baseados em escudo, e tem uma habilidade passiva que achei bem interessante: a possibilidade de empunhar uma espada de duas mãos como se fosse uma espada normal.

Com tantos bons detalhes era de se esperar que outros pontos ficassem esquecidos. Mas não é o que se pode dizer da trilha sonora. As músicas foram muito bem escolhidas e estão impressionantes em cada cenário que você visita. Não é sempre que podemos encontrar um bom jogo com a sua trilha sonora acompanhando o resultado.

Analisando friamente Diablo 3 agora, digo que ficou bem próximo do nível de qualidade do seu predecessor. Fazer comparações como essa é bastante complicado por cair no campo da subjetividade. Muito provavelmente não terei a mesma diversão que tive quando jogava Diablo 2, porque os tempos eram outros. Mas hoje, Diablo 3 é extremamente divertido e inevitavelmente viciante, como era o original. Algumas pessoas que não curtem esse modo de jogo podem considerá-lo meio repetitivo, mas os fãs de Diablo podem se sentir muito mais felizes com o quanto o jogo melhorou desde o seu lançamento.

Plataforma: PC

Desenvolvedora: Blizzard Enterteiment

Distribuidora: Actvision Blizzard

Gênero: RPG

Avaliação: 4,5/5,0

bio-crixxt

Add Comment