Durante missa, Papa Francisco pede que a Igreja vá à periferia

Papa Francisco chega à Catedral Metropolitana do Rio para celebrar missa

Philippe Azevedo

O Papa Francisco celebra missa neste sábado (27) na Catedral Metropolitana de São Sebastião, no Rio de Janeiro. Ele chegou ao local ao lado de bispos, sacerdotes, religiosos e seminaristas. O pontífice, durante a missa, lembrou da madre Teresa da Calcutá e chamou os líderes da Igreja Católica a irem até a periferia, onde as pessoas “têm sede de Deus”.

“Que [Deus] nos empurre a sair ao encontro de tanto irmãos e irmãs que estão na periferia, que têm sede de Deus. Que não nos deixe em casa, mas que nos empurre a sair de casa. E assim sejamos discípulos do senhor”, afirmou Francisco.

Uma frase de Teresa foi recitada por Francisco:  “Devemos estar muito orgulhos de nossa vocação, que nos dá a oportunidade de levar cristo aos pobres, às favelas, às vidas miseráveis”. Segundo o pontífice, as relações humanassão regidas “por dois “dogmas” modernos: eficiência e pragmatismo”. Por isso, “há lugar para os idosos, não há tempo para gastar com os pobres na rua”.

“Não podemos ficar encerrados na paróquia, nas nossas comunidades, quando há tanta gente esperando o evangelho! Não se trata simplesmente de abrir a porta para acolher, mas de sair pela porta fora para procurar e encontrar. Decididamente, pensemos a pastoral a partir da periferia, daqueles que estão mais afastados, daqueles que habitualmente não frequentam a paróquia”, disse o líder da Igreja Católica. “Também eles são convidados para a Mesa do Senhor.”

O Papa Francisco fez uma revelação: ele queria ser o discípulo, mas segundo o pontífice, Deus mostrou a ele que sua missão era a própria pátria. “Ajudemos os jovens a perceberem que ser discípulo missionário é uma consequência de ser batizado, é parte essencial do ser cristão, e que o primeiro lugar onde evangelizar é a própria casa, o ambiente de estudo ou de trabalho, a família e os amigos”, disse Francisco.

“O ‘permanecer’ com Cristo não é se isolar, mas é um permanecer para ir ao encontro dos demais”, afirmou o papa. “Com a mesma ousadia de Paulo e Barnabé, anunciemos o Evangelho aos nossos jovens para que encontrem Cristo, luz para o caminho, e se tornem construtores de um mundo mais fraterno.”

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