É campeão: Atlético derrota Olimpia e conquista título inédito da Libertadores

Leonardo Silva marcou apenas uma vez na competição / REUTERS

Yan Pedro

‘Lutar, Lutar, Lutar. Com toda nossa para vencer’. Esse trecho do hino resume, em poucas palavras, a maneira como o Atlético venceu por 2 a 0 o Olimpia no tempo normal e nos pênaltis. ‘São Victor’, como nas duas fase anteriores, salvou o Galo e fez os quase 60 mil atleticanos, presentos no Mineirão na noiite desta quarta-feira (24), vibrarem como nunca antes.

A conquista sobre o tricampeão Olimpia coloca o Galo no Mundial de Clubes, no Marrocos, em dezembro, com uma possível final contra o Bayern de Munique,

PRIMEIRO TEMPO

Aos dois minutos, Tardelli, pela esquerda, cruzou rasteiro na pequena área. Bernard e Jô, na segunda trave, não alcançaram. Podia-se esperar, portanto, uma pressão inicial, mas o nervosismo tomou conta dos atleticanos, transformando-o no maior inimigo do Atlético no primeiro tempo. Sem conseguir trocar passes com qualidadade – dificultaddo devido à formação com 5-3-2 –  o Galo tentou alçar bolas na área. Com apenas o atacante Jô entre os três zagueiros paraguaios, essa opção parou nas – invariavelmente – nas cabeças paraguaias.

A chance mais clara da primeira etapa foi do Olimpia. Aos 15 minutos, Bareiro faz jogada individual pela esquerda, entrou na área, mas chutou fraco. Victor fez a defesa. Pela direita, Michel era quem mais lançava bolas na área. Na marca dos 37 minutos, Diego Tardelli, melhor jogador do Atlético na primeira partida, apareceu pela primeira vez. Ele tabelou com Jô e chutou forte, mas para fora. 

Jô abriu o placar para o Galo / AP

SEGUNDO TEMPO

Com menos de um minuto, os ânimos atleticanos aumentaram. Rosinei, que entrou no intervalo no lugar de Pierre no intervalo, cruzou na área. Na tentativa de cortar, o zagueiro paraguaio furou em bola, que sobrou para Jô, de primeira, chutar forte e abrir o placar. A torcida foi à loucura. 

A pressão, obviamente, aumentou após o primeiro gol. Mas, como no primeiro tempo, a ansiedade e o nervosismo tomaram conta do time brasileiro. O time paraguaio, a partir dos 40 minutos, ficou com um a menos. O zagueiro Masur fez falta em alecsandro, tomou o segundo cartão amarelo e foi expulso. 

Dois minutos mais tarde, Bernard cruzou na medida para Leonardo Silva, que testou com categoria no contra-pé do goleíro Silva. O Galo ainda pressionou, mas a decisão foi para o tempo extra.

PRORROGAÇÃO

Aos oito minutos, Bernard bateu escanteio, e Réver cabeceou na trave. Na sequência, Guilherme cruzou e fez o goleiro Martin Silva trabalhar. O Atlético continuava em cima. Josué, aos 12 minutos, chutou de fora da área e obrigou o goleiro uruguaio, mais uma vez, a realizar uma difícil defesa. Aos 14 minutos do segundo tempo da prorrogação, Alecasandro, frente a frente com o goleiro, tiou-o da jogada, mas antes de ultrapassar a linha, a zaga afastou.

PÊNALTIS

Atlético-MG: Alecsandro (C), Guilherme (C), Jô (C), Léo Silva (C) e Ronaldinho.

Olimpia: Miranda (E), Ferreyra (C), Candía (C), Aranda (E) e Giménez.

Logo na primeira cobrança a estrela de Victor brilhou mais uma vez. Miranda bateu no meio de gol, e Victor com os pés defendeu. Ele se adiantou, mas a arbitragem validou a defesa. Na quarta cbrança dos paraguaios, Aranda chutou no travessão sentenciou a taça ao Atlético. 

Devoto, Cuca vestiu uma camiseta de Nossa Senhora Aparecida / AP

“Ah, o Atlético é sofrido, é azarado”. E eu também. Agora quebramos isso aí, não tem mais azar. Não tem mais azar de porra nenhuma”, o desabafo do técnico Cuca após o jogo.

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