Eduardo Paes diz que Papa Francisco poderá fazer o que quiser no Rio

Philippe Azevedo

Nesta segunda-feira (22), o prefeito Eduardo Paes reconheceu que pode acontecer protestos durante a passagem pelo Papa Francisco no Rio de Janeiro, mas o pontifique terá a liberdade de “fazer o que quiser”. Ainda assegurou que o papa estará seguro durante o desfile.

“O papa estará totalmente seguro. As manifestações são coisas normais. No momento, se tem uma cidade tomada por jovens [da Jornada] e o que temos visto são cenas bonitas nas ruas. Se tiver manifestação, é normal. Não há lugar que o papa vá que não haja manifestação”, disse.

Eduardo Paes, assim como governador, Sérgio Cabral, avaliou na sexta-feira (19), disse acreditar que a figura do papa é carismática e não inspirará protestos violentos na cidade do Rio.

O prefeito voltou a afirmar que Francisco “poderá fazer o que quiser” quando estiver circulando pela cidade. Paes afirmou que a prefeitura sabe que o líder religioso costuma quebrar o protocolo e não o impedirá de fazê-lo, desde que tudo dentro das normas de segurança.

“Em uma visita de um chefe de estado da importância dele, é natural que se estabeleçam algumas regras. Mas o papa não parece disposto a respeitar regras e vai pode fazer o que quiser. A cidade vai criar todas as condições para que o papa circule à vontade”, afirmou Paes após pronunciamento no centro de mídia da Jornada Mundial da Juventude, instalado no Forte de Copacabana, no bairro de mesmo nome na zona sul do Rio.

Eduardo Paes reconheceu que a logística do evento (Jornada Mundial da Juventude) é o mais complexo de todos.  “Em eventos como esse, a cidade fica muito exposta, tanto no que ela tem de melhor quanto nos seus problemas”.

Orani Tempesta, que estava com o prefeito no Media Center, sem falar a palavra protesto, fez referência às manifestações, ao dizer que mesmo com os “acontecimentos que intercorreram no último mês”, a crença da Igreja é que a acolhida ocorra da melhor maneira possível.

“A Jornada está sendo organizada há dois anos e mesmo com alguns acontecimentos que intercorreram no país, nossa disposição de fazer o melhor, de acolher a todos, continua com o mesmo ardor”, afirmou Orani.

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