Em meio a peregrinos, feministas protestam contra a violência sexual contra a mulher

 

Philippe Azeved

Neste sábado (27) acontece a grande caminhada da Jornada Mundial da Juventude, do centro até a praia de Copacabana, somando 9,5 km que serão percorridos por peregrinos. Também neste dia, um movimento feminista deve ocupar uma das orlas mais importante do Rio de Janeiro.

A “Marcha das Vadias”, protesto pelo fim da violência contra a mulher, ocupará as ruas de Copacabana. O ato tem o início previsto para às 13h, no posto 5 da praia, onde peregrinos estão acampados para participarem da vigília do Papa Francisco.

“Acho que será impossível chegar ao posto 2, quiçá ao 3, devido a massa de pessoas que se concentra naquela direção”., disse um dos participantes do movimento, pelo Facebook, sobre a viabilidade de locomoção com a JMJ.

Outra rebateu: “A marcha estava marcada há tempos, a vigília do papa em Guaratiba que mudou para Copacabana há pouco por causa das chuvas”. As criadoras do evento não anunciaram nenhuma modificação. Mais de 6.000 pessoas já confirmaram presença.

Além da luta pelo fim da violência sexual e de gênero, a edição deste ano levanta bandeiras como a laicidade do Estado, a descriminalização e legalização do aborto, a regulamentação da prostituição e contra o Estatuto do Nascituro, também conhecido como bolsa-estupro.

A primeira Marcha das Vadias foi organizada em 2011 por estudantes da Universidade de Toronto após declaração de um policial, em palestra na cidade canadense, de que o fato de as mulheres se vestirem como “vadias”, com saias curtas e decotes ousados, poderia estimular o estupro. Em 2012 o movimento ganhou caráter nacional no país, ocorrendo simultaneamente em mais de 20 cidades brasileiras e também no exterior.

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