Estudante português fala da explosão em Praga

Bernardo Gramaxo, 24 anos, estava em casa, no centro de Praga, quando um estrondo o acordou. Pouco depois percebeu que o barulho tinha sido uma explosão, mesmo ao lado da faculdade que frequenta, a dez minutos de casa. Um acidente que, segundo as últimas informações, fez pelo menos 55 feridos e não se sabe o paradeiro de quatro pessoas. Entre os feridos estão duas estudantes portuguesas.

Na rua Smetanovo nabrezi, à beira do rio Moldava, os colegas de faculdade de Bernardo faziam um teste de “História da animação”, quando, às 9h56 locais (8h56 em Lisboa) foram interrompidos pelo mesmo estrondo. A FAMU (faculdade de cinema) é a porta ao lado do edifício onde a explosão se deu e foi imediatamente evacuada. O teste deixou de ser prioritário e a faculdade apressou-se a avisar os alunos que nenhum tinha ficado ferido e que durante esta semana ninguém vai ter aulas.

O português está na capital checa desde setembro do ano passado a especializar-se em cinematografia e conta que naquele momento se gerou o pânico nas ruas. “Foram cortados três ou quatro quarteirões”, explica ao Expresso Bernardo. E apesar do forte cheiro a gás, “as pessoas juntavam-se à volta para ver e tirar fotografias”. Agora, “já está tudo a funcionar”.

As janelas de vários edifícios partiram-se, dois andares do prédio desabaram e os destroços continuam nas ruas. Quanto às razões, “só há ainda boatos, mas fala-se no rebentamento da conduta de gás da galeria, ao lado da faculdade”, conta Bernardo Gramaxo. O gás foi cortado em 20 edifícios das proximidades mas o forte cheiro do componente atrasou as operações ao impedir a polícia e os cães-polícia de entrar no edifício onde se deu a detonação.

Na capital da República Checa, vivem cerca de um milhão e 250 mil pessoas, das quais 800 são portuguesas.


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