“Foi um erro de pista”, diz ministro sobre trajeto que causou tumulto no Rio

Papa Francisco beija bebê durante trajeto de papamóvel no centro do Rio, no primeiro dia da visita ao Brasil

Philippe Azevedo

Uma falha de segurança permitiu que vários fiéis se aproximassem do carro onde estava o Papa Francisco. O erro causou desespero nos seguranças e tumulto entre as pessoas que estavam no local. Um dos veículos chegou a bateu no carro da guarda municipal do Rio.

Em vez de seguir pela pista do meio da Presidente Vargas, o comboio papal pegou a pista do canto, onde centenas de ônibus que tinham sido desviados da outra pista estavam parados.

Foram 12 minutos de tensão sobre 500 metros percorridos. De vidros abertos, o carro onde estava o pontífice ficou preso entre ônibus e centenas de fiéis.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que “Foi um erro de pista” e que ainda não sabe quem foi o responsável pelo erro. Carvalho, no entanto, disse ter ficado “aliviado” em não ter acontecido nada com o papa. A Polícia Federal, por sua vez, disse que o erro pode ter sido de batedores da Polícia Rodoviária Federal.

A PFR se defendeu e disse que seus batedores cumpriram o que foi determinado pelo evento.

A prefeitura foi a primeira a se pronunciar e dizer que não foi informada sobre a alteração.

“Não acredito que tenha havido erro, mas foi decisão da PF fazer aquele trajeto e ela é quem é responsável pela segurança do papa”, afirmou o secretário de Transportes do Rio, Carlos Roberto Osório.

A PF afirmou que a prefeitura conhecia o trajeto a ser feito pelo papa. “Houve um erro, não se sabe se do batedor ou da prefeitura ou da PRF. Houve de fato, na pista da Presidente Vargas, era para pegar a outra pista. Por outro lado permitiu a aproximação do papa com as pessoas. E a tese de que de fato as pessoas têm muito carinho”, disse o ministro Carvalho.

Quando a comitiva do papa caiu no engarrafamento na Presidente Vargas, a reação dos agentes envolvidos na área de inteligência foi de surpresa e aflição. Muitos deles acompanhavam o percursos do Centro de Comando e Controle do Exército.

Em outro ponto do trajeto os fiéis se aproximaram de Francisco sem que houvesse intervenção da segurança.

Ao chegar na catedral, onde Francisco trocaria o carro pelo papamóvel, o comboio entrou por uma rua paralela, que estava sem policiamento.

Add Comment