Galp duvida da produção de petróleo em Portugal

Afinal, as perspetivas de encontrar petróleo na costa portuguesa, em zonas de águas ultraprofundas, não são tão risonhas quanto chegou a ser equacionado, pois com a informação sísmica existente, a Galp considera que este projeto é muito arriscado.

“Só com mais informação disponível é que será possível avaliar se vale a pena avançar para um furo, que poderá custar cerca de 200 milhões de euros”, referiu o presidente executivo da Galp, Manuel Ferreira de Oliveira.

Instado pelo Expresso na conferência de imprensa de divulgação dos resultados da Galp Energia no primeiro trimestre deste ano, Ferreira de Oliveira disse que solicitou mais um ano à Direção-Geral de Energia e Geologia para avaliar melhor as informações sobre o subsolo marítimo português e decidir se a Galp deve, ou não, avançar para um furo em águas ultraprofundas.

“Neste altura, com a informação que temos, era muito arriscado perfurar”, comenta.

Este é o segundo revés vivido na prospeção de petróleo em Portugal, depois de ter sido suspendida a atividade de perfuração no onshore, na zona de Alcobaça.


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