Haddad diz que havia uma “degradação” na prefeitura de São Paulo

O prefeito Fernando Haddad (PT) fez revelações em entrevista ao jornal “Folha de São Paulo” de domingo (10) sobre o esquema fraudulento que envolvia fiscais da prefeitura que pode acarretar em um rombo de quase R$ 500 milhões dos cofres públicos.

Sem citar o nome de Gilberto Kassab (PSD), Fernando fez críticas à gestão anterior e diz que a situação era de “degradação”.

“Ouvi que a situação (na prefeitura) era a pior possível do ponto de vista ético. Havia uma degradação. Nichos instalados e empoderados. Havia uma percepção de degradação”, declarou.

O atual prefeito se achou bastante satisfeito com a criação da Controladoria-Geral do Município, criada por ele, que foi responsável pela descoberta do esquema envolvendo os fiscais. “É um divisor de águas. A controladoria tem duas ou três características importantes. A primeira é a autonomia. Ela não presta contas ao prefeito, Se conseguir convencer a sociedade de que a controladoria é um marco que pode ser disseminado pelo país, terei feito o melhor para a cidade. Penso mais nisso que no cálculo político, de curto prazo.”

Quando questionado sobre o seu principal secretário, Antonio Donado, que foi citado em quatro episódios do esquema fraudulento, Haddad desconversou. “O Donato acompanhou, até como secretário de Governo, os procedimentos adotados nas investigações. O fato narrado em 2008. Há fatos recentes do Ronilson Rodrigues, tido como chefe da máfia do ISS, o procurando. Isso não é negado. Ronilson entregou dois estudos à minha campanha: sobre ISS e sobre IPVA. Participou da transição, indicado pela administração anterior. Os fatos sobre a campanha de 2008 têm de ser investigados pelo Tribunal Regional Eleitoral, se o órgão julgar que deve [Donato teria recebido dinheiro dos acusados em sua campanha; ele nega]”, declarou.

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