Investigada, Telexfree bloqueia acesso de divulgadores a escritório virtual

Philippe Azevedo

O acesso ao escritório virtual da Telexfree está bloqueado desde a segunda-feira (15), impossibilitando os associados de visualizarem seus ganhos. A medida, segundo o advogado Horst Fuchs, precisou ser tomada porque hackers tentaram invadir o sistema. Um comunicado foi feita na página do Facebook da empresa. Não há previsão da situação se normalizar.

Desde o final de junho a Telexfree, que está sendo investigada pela por suspeita de pirâmide financeira, está proibida de realizar pagamentos a comissões, bonificações e qualquer vantagens oriundas da companhia aos divulgadores, além de novas adesões à rede, conforme determinação judicial. O descumprimento de qualquer uma das determinações pode gerar uma multa de R$ 100 mil reais por cada um novo cadastramento ou recadastramento e por cada pagamento indevido.

O advogado da companhia afirma que o bloqueio ao escritório virtual não faz parte da ação judicial.

“Essa parte do portal continua bloqueada enquanto algumas medidas são tomadas pelos departamento de segurança e tecnologia de empresa. Hackers estavam tentando invadir o sistema e até que não esteja seguro, vamos manter como está, mas garantimos que os ganhos dos divulgadores continuam congelados”, disse.

Os divulgadores, na página oficial da empresa no Facebook, aproveitaram para criticar ou, ainda assim, apoiarem a companhia. Uma mulher chegou a dizer que iria sair. “Acabou! Pra mim não dá mais, chega de farsa Telexfree! Na hora entrar nessa pirâmide (…) foi muito rápido e agora na hora de me pagarem é uma novela mexicana! Exigimos transparência.”

Outra divulgadora se mostrou desconfiada do bloqueio. “Não podíamos fazer nada mesmo, mas parece que fizeram [o bloqueio] de propósito, para aqueles que querem guardar provas não possa printar (sic) a tela, por exemplo, do valor da adesão paga, onde diz seu nome, e quando foi paga a adesão. Também printar (sic) a tela da parte de renda para verificar quanto o divulgador já recebeu e quanto falta, para qualquer coisa os que saíram no prejuízo receber da Justiça os valores (…) para nos indenizar caso a empresa não volte. Acredito na empresa, mas esta difícil. Não sei porque esta medida de travar o nosso acesso ao backoffice, estanho isso”, escreveu.

No último dia 18, as atividades da Telexfree foram suspensas no Acre, de acordo com a juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, no Acre, julgou favorável a medida proposta pelo Ministério Público do Estado do Acre. Com a decisão, foram suspensos os pagamentos e a adesão de novos contratos da empresa até o julgamento final da ação principal, sob pena diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento e R$ 100 mil para cada novo cadastramento A magistrada afirmou que a decisão não configura o fim da empresa, apenas suspende as atividades durante o processo investigativo.

Os advogados da empresa chegaram a entrar com pedido de reconsideração após a decisão da juíza, mas que foi negado pelo Tribunal de Justiça do Acre.

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