Lojas e academias fecham com medo de vandalismo em protesto em SP

Philippe Azevedo

Nesta sexta-feira (26) vários manifestantes ocupam vias importantes de São Paulo em protesto contra os governantes do Rio de Janeiro. Na cidade fluminense também há protesto.

Com medo de possíveis atos de vandalismos, lojas, bares e academias fecharam as portas assim que a manifestação se avançava. Nove agências bancárias foram apedrejadas na altura da avenida Paulista e uma van da TV Record foi incendiada.

Estações de metrô, semáforos e até carros que passavam no local foram pichados por alguns dos ativistas.

Mais atos de vandalismo foram registrados. Uma concessionária foi invadida por um grupo de vândalos que atingiram as vidraças do estabelecimento com pedras, além de quebrar vários veículos da empresa. Carros da Polícia Militar se aproximaram do local e dispersaram o grupo com bomba de efeito moral. Não há informações de feridos.

No Rio de Janeiro, apenas um rapaz foi detido após se aproximar do palco principal da Jornada Mundial da Juventude. Logo em seguida ele foi liberado.

Segundo os organizadores do ato em São Paulo, os black blocs (grupo de anarquistas que prega a depredação do patrimônio publico e privado nos protestos) se infiltraram no ato organizado por eles, que era pacifico.

“Nosso ato era somente para protestar contra a violência policial no Rio de Janeiro e o sumiço do Amarildo. Não pregamos a violência, mas a partir de um momento, os black blocs começaram a entrar no ato e quebrar tudo”, disse um manifestante que não quis se identificar, mas disse ser um dos organizadores.


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