Oito pessoas foram detidas durante protesto em São Paulo; dois permanecem presos

Após o protesto contra o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, na noite desta sexta-feira (26), várias agências bancárias e cabines da Polícia Militar amanheceram destruídas neste sábado (27)

Philippe Azevedo

Durante o protesto que aconteceu na avenida Paulista, em apoio as manifestações que aconteciam no Rio de Janeiro, contra o governador Sérgio Cabral, oito pessoas foram detidas pela Polícia Militar. Na manhã deste sábado (27), seis foram liberadas por comprovarem que não estavam na manifestações, os outros dois permaneceram porque foram pegos com cartões clonados dentro de agências bancárias.

Infiltrados no protesto

O protesto começou por volta das 19h, na avenida Paulista. O coronel reforça que a baderna foi causada por um grupo de infiltrados. “Entre os manifestantes havia um grupo de baderneiros, que passaram a produzir uma série de danos”, disse o coronel da PM.

Os criminosos chegaram a sacar em agências bancárias com cartões clonados. Já na avenida 23 de Maio, que também foi interditada, uma concessionária da Chevrolet foi alvo de ataques e uma van da TV Record foi destruída.

Para tentar dispersar o grupo, bombas de efeito moral foi utilizada pelo Força Tática da Polícia Militar na avenida 23 de Maio. De lá, o grupo seguiu para a avenida Brigadeiro Luís Antonio, onde mais um posto da PM foi depredado. Em seguida, os manifestantes retornaram à avenida Paulista

O dia de protesto em São Paulo terminou por volta das 22h. Três pessoas foram detidas e tiveram suas identificações recolhidos e serão investigadas pela Polícia Militar. De acordo com o coronel, a PM demorou agir para “não colocar a vida de outras pessoas em risco”.

“Visando preservar a integridade física de outras pessoas que não estavam presentes (na manifestação) com esse intento, nós tivemos que encontrar o momento mais adequado para agir. Aprendemos (a agir) a cada manifestação que acontece, mas é importante frisar que nós providenciamos a medida possível para fazer uma intervenção e dissipar esse grupo de baderneiros”, observou o comandante da PM.

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