Rio registra mais de quatro mil desalojados e duas mortes com a chuva

Philippe Azevedo

A chuva que atingiu o Rio de Janeiro entre a noite de terça e a manhã de quarta (11) deixou pelo menos quatro mil pessoas desalojadas e duas mortes, além de ruas alagadas e casas e lojas submersas. A contabilidade dos prejuízos estão sendo divulgadas de acordo com a assessoria de imprensa de cada município.

Na capital do Rio, foram registradas 200 pessoas desalojadas e outras 50, desabrigadas. Os municípios da Baixada Fluminense foram os mais atingidos. Em Queimados, por exemplo, o número chegava a 1.987 desalojados e 116 abrigados. No município de Japeri foram registrados mais de mil desalojados e 23 desabrigados. Já em Nova Iguaçu, foram registrados 900 desalojados e 200 desabrigados. Os municípios decretaram estado de calamidade.

Os municípios de Belford Roxo, São João de Meriti, Duque de Caxias e São Gonçalo também foram atingidos.

O Rio de Janeiro registra no total 4.087 desalojados e 395 desabrigados.

EM ALERTA

A Defesa Civil informou que está monitorando os municípios 24 horas para qualquer eventualidade ativar o plano de contingência. “Apesar de tecnicamente o verão não ter começado, para a Defesa Civil do estado já começou. Desde o final de outubro, estamos em sistema de alerta, com plantão 24 horas, para monitorar todas as frentes que estão chegando ao nosso estado”, afirmou o Coronel Luis Guilherme Ferreira, superintendente operacional da Defesa Civil do Rio de Janeiro.

A Defesa Civil ainda orienta a população que durante esses períodos de chuva forte, preste atenção no escoamento de água e inundações. “Orientamos as pessoas que residem em área de risco que, tão logo sejam informadas que devem sair de suas casas, em função do acumulado de chuva, saiam e busquem pontos de apoio predefinidos pelo município. Sobre a questão de alagamentos ou inundações, às vezes vemos cenas de pessoas passando por essas áreas. Evitem esse tipo de coisa, porque vocês não têm a noção exata de profundidade, ou onde começa o bueiro e termina a rua”, destacou Ferreira.

O coronel informa que a maior preocupação nas últimas 48 horas são os municípios de Belford Roxo, Nova Iguaçu, Queimados e Japeri, na Baixada Fluminense, e os bairros de Irajá, Acari e Colégio, no Subúrbio do Rio. “Atualmente, nossa preocupação é o Noroeste do estado, onde o Rio Muriaé já está na fase de transbordo, e essa frente está se deslocando para o Espírito Santo”, enfatizou.

TRÂNSITO

O trânsito do Rio amanheceu mais tranquilo em comparação ao de quarta-feira (11), principalmente na Avenida Brasil e na Via Dutra, que liga o Rio a São Paulo. O Metrô Rio informa que todas as linhas estão funcionando normalmente.

AJUDA FEDERAL

A presidente Dilma Rousseff  ligou ontem para o governador Sérgio Cabral e para o prefeito do Rio, Eduardo Paes, para oferecer ajuda federal ao estado do Rio de Janeiro devido ao desastre das chuvas. Cabral, de acordo com informações, pediu a presidente itens básicos, como água potável, cestas básicas e colchões.

PRÉDIO DESABA NO ALEMÃO

Devido as fortes chuvas, um prédio no Morro das Palmeiras, no Conjunto de Favelas do Alemão, desabou. A polícia informou que ninguém se feriu, já que as 20 famílias que estavam no imóvel, saíram antes.

Uma casa na Zona Oeste, em Realengo, também foi arrasta pela força da água. Os escombros invadiram casas de vizinhos e acabou soterrando duas pessoas, que logo foram socorridas com vida.

Add Comment