Sérgio Cabral diz que violência nas manifestações é estimulada por organizações internacionais

Philippe Azevedo

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, concedeu uma coletiva de imprensa no início tarde desta sexta-feira (19). Durante as perguntas, Cabral justificou a dificuldade da polícia em combater a violência em manifestações e atribuiu atos de violência a organizações internacionais. O encontro com os jornalistas aconteceu no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio para falar sobre criação da Comissão Especial de Investigação de Atos de Vandalismo em Manifestações Públicas, que terá o decreto publicado nesta segunda-feira (22).

“Essas manifestações têm um caráter diverso, de enfrentamento com a polícia. Antes não tínhamos as redes sociais no passado. Sabemos que através delas, há organizações internacionais que estimulam  o vandalismo”, disse Cabral, destacando que a criação da comissão tem o objetivo de unificar e agilizar as investigações contra os vândalos e baderneiros, facilitando o trabalho da polícia e da justiça.

O governou revelou aos jornalistas que a presidente Dilma Rousseff chegou a telefonar na quinta-feira (18) para oferecer policiamento durante os eventos do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no Rio de Janeiro. Segundo Cabral, Dilma estava preocupada, mas ele rejeitou a ajuda e confirmou a realização de um evento para o pontifique no Palácio Guanabara.

“A visita do papa ao Palácio Guanabara está confirmada. Assim como a presença da presidente Dilma, do vice-presidente, Michel Temer, e de pelo menos oito governadores. O papa vai ser recepcionado com todo amor, respeito e dignidade no Rio, mesmo por seguidores de outras religões,  ateus e agnósticos. Ele vai ser recebido de braços abertos, como o Cristo Redentor. O clima será de fraternidade, amor e carinho”, disse o governador.

Sérgio Cabral aproveitou para falar sobre os últimos protestos na porta de sua residência, que aconteceram na última quarta-feira (17), resultando em atos de vandalismo no Leblon e em Ipanema. O governador afirma que continuará morando no Leblon.

“Já morava lá com minha família antes de me eleger e vou continuar lá. O Palácio Laranjeiras (que poderia ser usado como residência oficial do governador) está sendo restaurado e deve ser entregue pronto no ano que vem”, enfatizou Cabral.

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