Suspeitos de matarem jovem no Paraná foram abusados sexualmente

Por Philippe Azevedo

Os quatros suspeitos de estuprarem e matarem a adolescente Tayna Silva, de 14 anos, em um parque de diversões de Colombo (PR) foram soltos na segunda-feira (15) a pedido do Ministério Público, após exames constatarem que o sêmen encontrado na roupa da jovem não batia com nenhum dos presos.

Nesta terça-feira, 16, Isabel Mendes, coordenadora federal da Comissão dos Advogados dos Direitos Humanos da OAB (Ordem de Advogados Brasil), afirmou que, durante a interrogação dos 13 detidos, viu ainda muitas marcas no corpo dos presos. Eles foram detidos no dia que o corpo de Tayna foi encontrado.

Isabel ainda revela que eles relatam que levaram chutes, choques, ficaram algemados por quatro dias, apanharam de barra de ferro e ainda um policial pediu que fizessem sexo oral entre eles porque teria fetiche.

“Eles confessaram o assassinato da Tayná porque não foram mais capazes de suportar a tortura praticada por aqueles policiais. Estou na Comissão dos Direitos Humanos há nove anos e nunca vi isso ocorrer. Em uma sala fechada, o policial apontou a arma aos jovens e obrigou o sexo coletivo”, revelou a coordenadora.

O Ministério Público pediu a prisão de 15 policiais, entre eles, um advogado suspeitos da torturas. As investigações chegaram a ser dadas como encerradas, mas teve uma grande reviravolta após o resultado dos exames.

Os detidos chegaram procurar junto à polícia pelo corpo da adolescente. O corpo foi encontrado dentro de um poço por moradores dois dias após as buscas.

Na época da morte da jovem, o parque de diversões, onde os funcionários suspeitos trabalhavam, foi incendiado por moradores indignados com o crime.

O caso

Tayná desapareceu no dia 25 de junho em Colombo, região metropolitana de Curitiba (PR). O corpo da vítima foi localizado na tarde do dia 27. Familiares contaram que ela saiu de casa para visitar uma amiga. Ela foi até a casa da colega e quando saiu mandou uma mensagem por celular para a mãe avisando que estava voltando. Depois disso, não foi mais vista.

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